segunda-feira, outubro 29, 2007

Catálogo de Animais da África do Sul – Angola – Botswana - Moçambique - Namíbia - Sudão - (De I a L)


Impala de cara preta- (Aepyceros melanpus petersi):
Esta impala, vive somente numa pequena parte de África: Sudoeste de Angola, na parte Norte do Deserto da Namibia, entre arbustos baixos, e na Namibia, especialmente no Etosha Game Reserve. Em Angola não sabemos qual é a situação deste animal, que no tempo que cacei nesse país, estava proibida a sua caça, ainda que se fizesse normalmente, fazendo passar essa impala pela impala normal. A única diferença entre esta impala e a impala “normal”, são as manchas que tem na cara que a fazem mais bonita e, por isso diferente. (Ag)

Impala – (Aepyceros melamphus):
Este é o antílope mais conhecido e dos mais representativos de todos os animais de África.
Impalas existem desde o Norte do Kenia, Zâmbia, Uganda, Botswana, Angola (com uma sub-espécie) e também no Zimbabwe, Moçambique e África do Sul. Reproduz-se em grandes quantidades e a sua sobrevivência não está ameaçada. Somente no Kruger National Park se têm que sacrificar para fazer um controle cada ano, de várias centenas destes animais. Se usam para repovoar algumas áreas, vendem-se em leilões aos donos de “Game Ranches”, e também se abatem alguns, que mais tarde se vendem em forma de “biltong“. No sul de Angola, na parte semi desértica de Moçâmedes, hoje Namibe, se encontra uma subespécie, muito rara que é a Impala de “Cara Negra ou Black Face Impala, que é do mesmo tamanho da comum, somente com umas manchas negras, que se assemelham a uma máscara. Este animal está protegido, mas os angolanos têm outras prioridades, que não é precisamente a defesa desta subespécie de impala, por isso o perigo que estes animais se extingam nesse país. (Top)



Jackal- Golden Jackal- (Canis aureus): Este chacal vive em pares e é completamente monógamo. Têm um período de gestação de 63 dias. A forma de caçar é em grupo ou seja uma caça cooperativa. Nunca atacam grandes animais, mas sim as crias destes. Este chacal é nocturno, Para urinar, fazem exactamente como os cães domésticos, levantam a pata. Comem de tudo: Pequenos roedores, aves, rãs, coelhos e ovos e tudo o que encontram.





Jackal-Black-Backed Jackal- (Canismesomelas):


Habitam a parte mais ao Sul do continente africano: África do Sul, Namibia, Botswana e Zimbabwé. Os chacales adaptam-se a quase todos os habitats, vivem perto das cidades, aproveitando os restos que os humanos deitam fora, mas também vivem no meio da zona semi-desértica da Namibia. A cor do pelo é, entre castanho claro, até ao um amarelo torrado. O peito é branco e o que mais o caracteriza é a faixa prateada que tem nas costas e que vai até à cauda. Igual que os seus irmãos “Golden” alimentam-se igualmente da mesma forma.





Loder’s Gazelle – (Gazella leptoceros):
Esta gazela vive no Sudâo, e Chad. Quase nunca bebe agua. Pode encontrar-se na região Norte de Darfur,
A côr é de um amarelo arenoso o que a mantem bastante bem camuflada, nos área desertas onde vive.
Devido aos problemas nessas áreas há muitos anos. Não se tem uma verdadeira ideia de como se encontra. Nâo deve ser nada boa, devida à grande quantidade de armas que há nesse região eda situação de fome que passa a região. Eu pessoalmente durante os anos que estive no Sudão, nunca consegui ver nenhuma.


Klipspringer – (Oreotragus Oreatrague):
Este pequeno e simpático animalzinho, vive em regiôes montanhosas e rochosas, porque geralmente passa a vida saltando de pedra em pedra e é natural avistá-los, observando o que vai passando na paisagem, de uma roca quase sempre situada a boa altura.
Tem uma cor cinzenta, parda o que lhe dá uma camuflagem perfeita para passar despercebido, contra as pedras e folhagem da que alimenta. É um animal que quase nunca bebe água, pois vive dos líquidos que extrai das plantas que come. Como animal de caça, é rapidíssimo e não está muito tempo quieto num lugar para servir de alvo ao caçador em turno. Os pelos do klipspringer, medem 2 cms e vistos de perto parecem as púas de um porco espinho em miniatura. Os cornos medem cerca de 4 polegadas num bom macho. Na região da Beira, não existiam. Somente no Barué, Alta Gorongosa, Macossa até á região do Guro e Tete. Aí foi o único lugar onde os observei, durante a minha vida de guia, em Moçambique. (Top)
Kob de Uganda – (Kobus kob):
É um antílope com mais ou menos 90 cms de altura. Tem uma pele cor castanha clara avermelhada com uma marca branca no pescoço, à altura da garganta e tambem na parte traseira do corpo. Somente os machos têm cornos. As horas mais activas para estes animais, são as primeiras horas da manhã e à caída da tarde.
Fazem grandes imigraçôes no Sudão, e às vezes percorrem de 150 a 200 kilómetros na estação seca. Seguem geralmente o cauce dos rios.
Encontrei-os por todo o sul do Sudão, em lugares onde havia savanas e pântanos.
Vi manadas de mais de 200 animais nas cercanias do Lago Nybor.
Num acampamento que tivemos em Aliab, na margem do Rio Nilo havia-os por todos os lados.



Kudu– Great Kudu– (Traguelaphus Strepsicerus):
Este belo antílope, foi sempre o maior premio a um caçador. Animal escurridiço, com uma camuflagem perfeita para o habitat onde vive. Prefere os lugares secos, rochosos e com uma vegetação de ramos espinhos. A sua camuflagem é tão boa, que muitas vezes os olhos de experimentados caçadores não o podem distinguir a poucos metros de distancia, quando o animal está parado e estático. Em Moçambique, existe do Norte ao Sul do país e é provável que todavia existam bastantes por a dificuldade da sua caça. Nas áreas de Manica e Sofala, os melhores exemplares foram obtidos nas coutadas 6 e 7 pertencentes ao caçador José Simôes e mais tarde à companhia Safrique. Simôes foi o caçador que guiou o turista americano, Sr. Elguin Gates, quando conseguiram o record do mundo da coutada 6 do Inhamacala. Grandes Kudus, foram vistos na área da Mazamba, onde eu durante muitos anos conduzi safaris de caça.

Lesser Kudo – (Traguelaphus imberbis australis):

Os machos são de côr cinzento-azulado. Têm entre 11 e 14 listas brancas sobre os lados do corpo, que lhe dão uma camuflagem quase perfeita no meio dos arbustos onde habitam.
Como os seus parentes maioresm têm os cornos em espiral, faltando-lhes a crina do peito que têm os kudos maiores. Por isso o nome de imberbis .
Pastam quase sempre a horas da manhã muito cedo e tambem nas últimas horas da tarde. A densidade destes animais é de menos de um animal por kilómetro quadrado. Os machos são solitários e as manadas não ultrapassam os cinco ou dez animais.
No Sudão somente existem na região de Kapoeta, onde tive um acampamento até ao ano 1982. Esta região está muito próxima ao Kenya e à Ethiopia.

Catálogo de Animais da África do Sul – Angola – Botswana - Moçambique - Namíbia - Sudão - (De L a P)

Leão – Lion – (Panthera leo):
“KALAMO” assim lhe chama a gente Sena. Quando ouvem o rugir deste animal pela noite, dizem Kalamo...se pode perceber o respeito como pronunciam a palavra. Os leôes são habitantes de toda a África. Antes, no século XIX podiam encontrar-se a 200 kilómetros em linha recta do Algarve; sim porque naquele tempo ainda existiam os famosos e célebres leôes das Montanhas do Atlas.
Extinguiram-se, acabaram-se, “kaput”, já não há mais, e o problema é que nem com todos os estudios genéticos não se pode recuperar mais esta espécie. Desde o Sudão, até à África do Sul, existem leôes em maior ou menor densidade, mas existem. A sobrevivencia destes animais, depende única e exclusivamente, de como tratemos o resto da fauna, nos paises africanos. Não estão em perigo de extinção, mas definitivamente há que tratar de conservá-los. São belos, são imponentes e poderosos, quando se vêm com as suas jubas ao vento. São de temer quando feridos, ou quando nos metemos na suas vidas... Total, África não seria África sem o rugido destes grandes felinos.

Leopardo – Leopard - (Panthera Pardus):
Encontrado em quase todos os paises da Africa Sub-Sahariana, o leopardo habita em quase todas as regiôes e climas deste continente: florestas tropicais, savanas, áreas semi-desérticas e desérticas, colinas rochosas e até em montanhas de bastante altitude.
Poderoso e ágil, o leopardo é um caçador mortalmente eficiente. Acurrala a sua presa, escondendo-se, até estar a poucos metros de distância; salta e agarra a sua vítima, que é morta por uma mordida no pescoço, apertando-lhe a traquêa, até que dá morte à mesma. Geralmente o leopardo, imediatamente, à morte da sua presa, leva-a e sobe-a a uma árvore, para pô-la a salvo das suas inimigas mortais que são as hienas. A presa mais comum dos leopardos são as gazelas, não obstante, às vezes caça, macacos, e até cães perto das aldeias. Existem leopardos que ao contrario do albinismo, têm a pele completamente negra, e por isso se lhes chamou, pantera negra, e não é mais que um leopardo com uma pigmentação muito acentuada. A carga do leopardo é uma carga rápida e feroz, quase estantânea. Continuam na lista de espécies em perigo de extinçâo. (EPX)




Mongalla Gazelle- (sub-espécie Thompson Gazelle) – (Gazella thomsonii albonotatus):
Esta bonita gazela, é uma sub-espécie da Gazela de Thompson.
Havia centenas destas gazelinhas nas planícies, entre a Ethiopia e o Rio Nilo. Tínhamos dois acampamentos nesse lugar, o de Gereguidi e Palour, que não era necessário sair de carro para encontrar uma grande quantidade destas graciosas gazelas.



Sharp’s Grysbok-(Raphicerus sharpei): Este pequeno antílope, vive nas savanas de toda a África do Sul, parte de Namibia, Botswana e também Moçambique. É um dos pequenos, parece facil de encontrar, quando o caçador ou fotógrafo não o anda buscando, aparece e levanta-se, quando uma pessoa menos espera: Ah, mas se se vai a propósito buscar, parece que os Grysbok foram tragados pela terra, porque nunca se encontram. Tem umas cores vivas amarelas avermelhadas, e em alguns casos tem manchas mais escuras. Os cornos meden entre 3 e 5 polegadas.

Nile Lechwe ou Mrs. Grey’s Lechwe - (Kobus megacerus) :
Este Kob é um dos animais mais bonitos dos pântanos do Sudão. Existe ao longo dos pântanos criados por el Rio Nilo, o Rio Bahar–el-Gazzal, entre as povoaçôes de Wau e Aliab.
O Lago Nybor é conhecido por os grandes trofeus que daí sairam. Tambem há zonas do Rio Bahar-el-Seraff, onde existem grandes quantidades destes antílopes.
Numa viajem que fiz ao Norte de Wau, seguindo a picada que vai a Khartoum, encontrei um lugar em que havia bastantes destes antílopes. As fêmeas têm uma côr amarelo-acastanhado.
São perfeitos nadadores e podem assim, atravessar rios e lagoas. Num acampamento que tinha perto de Rumbeck no lago Nybor, havia milhares destes animais. (Su)


Nyala- Inhala - (Tragelaphus angasii):
Inhala, “Buinde” em Sena, é um dos animais representativos de Moçambique. De côr castanho escuro, com algumas riscas brancas nos flacos e na parte traseira, dá a este animal uma perfeira camuflagem, para perder-se no meio onde vive.
Tem uma crina preciosa, negra, com algumas manchas brancas e amarelas, o que faz deste animal, um dos mais belos de África.
Os cornos são de forma de lira, com pontas brancas como alabastro. É um animal que ainda que coma erva, a sua principal alimentaçâo são as folhas e brotes de árvores e arbustos. Pertence ao grupo dos “browsers”. A carne não é das melhores, come-se à falta de outra, mas tem um cheiro especial devido as plantas que come. No livro de records de caça, Moçambique ostenta os primeiros lugares nessa classificação, podendo ver-se muitas vezes o P.E.A. (Portuguese East Africa) em frente a cada nome e record. O record do mundo, foi conseguido no Inhamacala por o Sr. Elgin Gates.

Nubian Ibex- (Capra ibex nubiana):
Começando na parte desértica das colinas que bordeiam o Mar Vermelho no Sudão, ao Noreste do país, essas grandes elevaçôes são famosas entre os caçadores, por serem o habitat destas cabras.
Este é um dos trofeus mais cobiçados por os caçadores que vão a África para fazer a sua coleçâo de animais. É uma viajem bastante pesada para fazer essa caçada, devido à logística para organizar esta expedição.
É necessário voar a Port Sudan, e depois dirigir-se ao Sul em direção à Ethiopia. Contractar os habitantes locais , os Fuzi Huzzi, para poder fazer batidas, esperar e orar para que o animal entre por el lugar onde um está á espera. De todos os animais do deserto, o Ibex tem que beber todos os dias.
É o mais pequeno dos Ibexs que existem no mundo. (Su)

Okapi – (Okapia johnstoni):
Somente se soube da existência deste raro animal no século XX. Tem pele que parece veludo, de uma côr entre castanho e castanho-púrpura.
Tem diferentes formas de listas horizontais na parte superior das pernas, muito parecidas às das zebras. As orelhas são grandes, próprias dos animais da floresta fechada, que as necessitam para poder ouvir o mínimo ruído, para sua defesa. A língua é negra e prensátil. Os machos têm umas protuberâncias, que são cornos atrofiados e, somente lhes nascem a partir dos 5 anos de idade.
Vivem no Congo, que é o lugar onde foram descobertos pela primeira vez. Durante a minha estadia de varios anos no Sudão, nunca vi nenhum fisicamente, ainda que os meus pisteiros Azandes afirmassem que sim os havia nas florestas que caçávamos. Somente vi algumas peles que os indígenas vinham vender ao acampamento. Creio que vinham do Zaire.

Oribi- Cabrito do Mato- (Ourebia ourebi):
“Toto” - Assim lhes chamavam os habitantes das áreas da Mazamba e Muanza. Nós chamavamo-lhes cabrito e assim era conhecido por a maioria dos caçadores. Existe em todo o Moçambique e os maiores trofeus que eu vi, sairam da área do Catulene, onde os havia em menor quantidade, mas que eram famosos por o seu tamanho. De côr amarelo claro, este animal ao correr pode ancançar uma velocidade enorme. Quando corre dentro do capim ou erva, dá tremendos saltos, para poder observar de onde lhe pode vir o perigo. Era um animal que os clientes queriam levar sempre como trofeu. Depois de vários estudos de campo, chegou-se à conclusão que nas áreas onde existe este animal a densidade é de mais ou menos um animal por cada 8 hectares. Prefere viver em planécies de erva curta para poder proteger-se de algum perigo. Para descansar, esconde-se na erva alta e aí tambem esconde os seus filhos quando são pequenos. (Mz-Za)

Orix Beisa – (Oryx beisa beisa):
Este Oryx, muito mais pequeno que o Gemsbuck do Sul, existe ainda em boas quantidades no Sudâo.
Perto da fronteira da Ethiopia na parte Sueste do país e também junto à fronteira do Kenya, não muito longe do Lago Turkana, em linha recta. Consegui bons trofeus deste antílope nesse lugar, que é um dos mais enóspitos do Sudão.
É um animal que se alimenta de folhas de arbustos espinhosos, e tambem de alguma erva . Tem uma cor amarela arenosa e com cara branca com uma máscara negra. Tem uma risca negra que lhe vai do pescoço até aos quartos traseiros. (Su)




Orix Cimitarra- (Oryx dammah):

Como com a Adax, este antílope habitante dos desertos, foi perseguido até quase à extinção no seu lugar de origem.
Graças a que havia muitos nos zoológicos e também em ranchos dedicados à creação de animais exóticos para caçar, estes animais estâo em perigo sério perigo de extinçâo, nos seus lugares de origem.
É mais fácil encontrar um antílope destes no Texas do que em todo o Sudão. Há programas de reintrodução destes animais nos desertos do Medio Oriente e que estão a dar bons resultados.
Quem iria dizer... Orixes Cimitarra, (americanos) para povoar desertos africanos e árabes. (EPX)





Porcupine- Porco Espinho - (Hystryx africaeaustralis):
Para as pessoas que andam nas picadas durante as noites, é natural vê-los caminhar por elas. Caminha com as “agulhas” sempre preparadas para poder “dispará-las” ao primeiro que o ameaçe. Há noticias de ver a leôes com alguma destes afiados picos cravados nas patas e no peito. É um animal nocturno, que caminha muitos kilómetros durante a noite em busca de comida, (Top)

Catálogo de Animais da África do Sul – Angola – Botswana - Moçambique - Namíbia - Sudão - (De R a S)

Reedbuck - (Redunca arnudimum):
O Sengo, era tambem um animal que existia em todo o Moçambique,desde que ouvesse uma savana, um tando ou uma extenção de terreno aberta. A este antílope, eu encontrei-o em muitos lugares de África, em alguns lados eram sub-especies, mas finalmente eram “reedbucks” ou antílopes de canaviais. Em Cheringoma, Barué, Gorongosa e Marromeu, havia-os em bastantes quantidades. Aqui uma anedota, até atrás do aeroporto da Beira eu vi uma vez um destes antílopes a correr. E no Rio Sengo, onde íamos a pescar, havia muitos nos tandos adjacentes à praia. É de côr castanha clara, com flacos quase brancos. Tem uma marca negra glandular, e sem pelos, debaixo das orelhas, e tem também uma mancha negra em frente de cada perna. O rabo branco e “fluffy” é uma característica deste antílope. Somente os machos têm cornos em forma de V, curvando-se para trás, para finalmente voltarem a curvar-se para deante. (Top)



Mountain Reedbuck – (Redunca fulvorufula):
Estes antílopes gostam de viver em terrenos que tenham colinas com erva onde se possam esconder, e que tenha água perto. Pastam em planícies, mas sempre perto das colinas para poder escapar em caso de perigo. Um macho adulto tem uma altura aproximada de 70 cms e pesa +- 30 kilos. Esta espécie está caracterizada por ter uns cornos curtos e curvos para diante. Existem em muitos lugares de África e em cada região, pertencem a uma sub-espécie diferente. Habita tambem parte do Sudão, Kenya, e Tanzânia.
Red River Hog ou Porco Vermelho do Rio - (Potamochoerus porcus):
Tem uma côr vermelha como as das raposas, mostrando umas marcas pretas e brancas que têm tanto no corpo como no focinho. É uma animal nocturno.
O raio de acção destes porcos é muito grande, pois podem comer a mais de 25 kilómetros do lugar onde têm os seus ninhos. São uns destructores natos; ao entrar nas plantaçôes dos indígenas locais, fazem razias nas plantas. No Sudão há muitos em todo o Sul do país. É muito parecido ao porco vermelho que existe na costa Este de África, incluindo Moçambique, ainda que dizem que é outra espécie.

Roan Anthelope – Palanca Vermelha- ( Hipotragus equinos):
Ainda que nas páginas anteriores tenha falado do Roan do Sudão, este roan que habitava em grandes quantidades o Sul de Angola, está em perigo de extinção nesse país devido à caça exagerada que se fez e continua a fazer nesse país. Nas “terras do fim do mundo” assim se conhecia o Mucusso, havia manadas importantes destes animais. Existe na Namibia, onde está bastante protegido e na Botswana. Talvez estes países possam mantê-los e, recuperar esta espécie para que se necessário, voltar a ser reintroduzida em Angola. (Ag-Bw-Za-Nm)

Black Rhinoceros- (Dicerus bicornis):
Esta é a grande interrogação. Haverá ainda algúm em Moçambique? E em Angola, onde havia uns milhares na nossa coutada do Mucusso? Em Moçambique nas coutadas 1, 5 e 6, eu sabia da existencia de 10 ou 12 destes animais antidiluvianos, especialmente na Coutada número 1, que estava bem vigiada e cuidada. Na coutada 6 e na 5 vi algumas vezes pegadas destes animais numas lagoas escondidas dentro da floresta. O que me dá medo, é que depois de tanta matança, não tenha ficado vivo nem um destes animais que eu conheci. En Angola a matança destes animais começou em frente aos meus olhos, para minha desesperação. Vi como “assassinavam” um dos rinocerontes que tínhamos perto do acampamento do Chipuizi, com mais de 50 tiros de Kalaishnikov. Uma tristeza... e eu sem nada poder fazer. É um animal que não precisa apresentação, mas..., de côr cinzenta, míope, bastante tonto na hora de atacar, talvez devido à sua falta de vista. É dos animais que o Governo de Moçambique devia tentar introduzir na Gorongosa ao Norte do Parque. Esse lugar é idóneo para a sua criaçâo. (EX-EPX)

White Rhino – Rinoceronte branco-(Ceratotherium simum simum):
Ao Rinoceronte Branco, que não é branco mas sim cinzento, foi-lhe dado esse nome erroneamente por uma confusão de palavras entre o inglês e o afrikaans. “Wit” em afrikaans quer dizer largo, e isso era o que eles queriam dizer ao ver os lábios quadrados deste animal. Escreveram WIT e os ingleses deram-lhe por chamar WHITE. Estiveram há muitos anos, quase extintos, mas graças ao trabalho metódico dos biólogos sul africanos, hoje existem em abundância, dando até para povoar muitos países de África, onde estes animais já tinham desaparecido. Aí está uma prova, que sim se pode lograr a recuperação das espécies em perigo de extinção, se se lhes dá tempo, lugar e um estudo profundo dos problemas que os levam a extinguir-se, e sobretudo dedicação e amor.(Za)

Sable – Pala Pala -: (Hippotragus Niger)-
Esta belíssima espécie, é uma das mais representativas da fauna Africana.
Existe nos paises da África Central Este , até á África do Sul, onde com muito exito tem sido creada com exito em “Game Ranches”, da África do Sul.
De pele cor negro alazão e armada com uns cornos de um metro ou mais, afiadíssimos, é muitas vezes um perigo para os leôes que se atrevem a atacá-las, por a rapidez e por a eficácia com que usam as suas defesas. Em Moçambique existiam milhares de animais desta espécie. Depois das guerras e dos atormentados tempos que passou o país, não se sabe que densidade destes animais há agora. (Top)

Sitatunga do Zambeze – (Tragelaphus spekii selousi):
A Sitatunga zambeziana, é um dos trofeus mais cobiçados por os caçadores, tanto caçadores com arma, como por caçadores fotógrafos.
Habita nos pântanos formados pelas águas do Zambeze, do Rio Kuando, do Okavango e também nas margens dos tantos afluentes destes grandes rios. No Cuito Canaval em Angola, nas margens do Cubango e do Rio Luiana, havia destas sitatungas que foram para mim um prazer caçá-las. Sempre as caçavamos de “espera” sobre uma plataforma ou desde um lugar alto de onde pudéssemos ter uma boa visão da área onde queríamos caçar. Muitas horas eram necessárias investir nesta espécie de caça. A sitatunga é tão cautelosa, que um macho, muitas vezes está horas observando, antes de sair das plantas aquáticas a pastar nas áreas abertas do pântano. (Ag-Bw)

Speck’s Gazelle -(Gazella Speckei) :
Nesta gazela a parte superior do corpo que é duma côr castanha clara, está separada da barriga que é branca, por uma lista preta nos flacos.
Esta gazela está sempre muito activa por as manhãs e também já entrada a tarde, já que descansa durante as horas de mais calor, em alguma sombra que encontra. A forma como se comunicam, parece um tiro de caçadeira, que é provocada por uma pele que tem no nariz, que pode inchar até ao tamanho de uma bola de tenis, e que faz esse ruido que parece um tiro. Existem somente na parte mais cerca a Ethiopia a este do Sudão.

Springbuck- Cabra de Leque- (Antidorcas marsupialis):
O Springbuck, é comum a Angola, Namibia, Botswana e África do Sul. É um animal que vive em zonas desérticas e necessita beber pouca água, como quase todos os habitantes do deserto. Ao saltar, parece que tem molas debaixo das patas, daí lhe vem o nome de “spring” e quando exitado, abre uma espécie de leque brando ao longo da coluna vertebral que os faz parecer maiores. No deserto de Namib, em Angola, havia muitos e têm uma carne deliciosa, por isso os caçavam muito.






Steinbuck- (Raphicerus campestris):
Este é um animal dos mais pequenos de África. Existe em Moçambique,África do Sul e Namibia. Alimenta-se de erva e vive em planícies de erva curta e ás vezes como em Moçambique em lugares de floresta aberta, mas com erva baixa no meio para poder ocultar-se. É um animal muito bonito, com uma cor amarela brilhante e com uns cornos pequenos coniformes e com aneis pouco pronunciados, que podem medir até 4 polegadas.









Suni – (Neotragus moschatus):
Havia mihares nas florestas de Inhamitanga e seus arredores. Nas florestas da Mazamba, e por toda a franja que seguia a linha de comboio da Trans-Zambezia Raillways, até ao Rio Zambeze. Eram a comida dos leopardos e de outros felinos menores. Os indígenas da área, usavam grandes redes que estendiam dentro da floresta, para fazer batidas com gente e com alguns cães, e assim matavam muitos destes animais, sem importar-lhes se eram machos ou fêmeas. Nas áraeas que eu caçava, tentei acabar com essa prática e decomissava-lhe essa redes para entregá-las aos serviços de veterinária. É de uma cor cinzenta acastanhada, com uma parte mais clara na barriga. Pesa entre 4 e 5 kilos, é principalmente nocturno; quando escapa e se assusta, emite um ruido que parece um assobio. Os cornos podem medir, até 5 polegadas.(Mz-S.A.)

Catálogo de Animais da África do Sul – Angola – Botswana - Moçambique - Namíbia - Sudão - (De T a W)












Tiang ou Topi – (Damaliscus lunatus jimela):

Este é um dos antílopes que me parece dos mais feios das espécies di Sudão A côr pode variar de um castanho avermelhado até a um castanho púrpura. A cara é alongada e bastante estreita e tem um pescoço relativamente curto.
Tanto as fêmeas como os machos têm cornos fortes com aneis em toda a sua extensâo. Os Tiangs ou Topis, podem estar horas parados sobre uma elevação, como seja um formigueiro, vigiando, à procura de algum depredador. Igual que os seus primos as Gondongas ou Hartbeest, correm a velocidades incríveis quando são acossados.
Existem em todo a parte Sul do Sudão.
Tsessebe- (Damaliscus lunatus lunatus):
Este animal era muito prolífero em Angola, nas terras do Cuito Canaval e Mucusso. Também existe na Botswana especíalmente na parte norte perto do Caprivi Strip. A cor destes animais pode variar de lugar para lugar. Em alguns lados como o caso de Angola no Mucusso, eram de cor castanha clara e com cornos como o volante de uma bicicleta, abertos, fazendo uma espécie de lira rústica. Havia muitos e serviam de abastecedores para a nossa despensa, quando vivíamos do que caçavamos nessa região.
Vaal Rebock - (Pelea capreolus):
O Vaal Rebock, não é um animal que geralmente se vê nos parques de caça. No Kruger ou nas reservas do Natal. Se se quer encontrar, há que procurá-lo e saber aonde ir e como fazer para vê-lo ou caçá-lo.
Eu particularmente, quando queria buscar um animal destes não procurava muito e ia a Lesotho a um game ranch de uma amigo, que tinha bastantes, Para vê-los faziamos umas batidas, com os pastores dele, e assim “levantávamos” os animais e podíamos vê-los ou atirar-lhe no seu caso. Há muitos destes animais em vários “game ranches”. De cor amarela escura, é muito parecido a um oribi, mas de maior estatura. (Za)

Waterbuck – Inhacoso- (Kobus ellipsiprymnus):
Este antílope, que nos tandos de Marromeu existia por milhares, assim como em outros lugares da ex-colonia de Moçambique.
Segundo as informaçôes que tive, foram practicamente desimados para matar a fome ás povoaçôes, durante as guerras nessa parte do mundo. Os tandos em frente à cidade da Beira do outro lado da Baía, os do Buzi, estavam cheios desses animais que davam aos caçadores de fim de semana, grandes emoçôes ao praticar a sua caça. Hoje, segundo a informação que tenho, estão recuperando-se pouco a pouco mas com uma lentidão perigosa, para a continução dessa espécie. Somente os machos têm cornos. As fêmeas ao longe parecem uns burros de cor grisáceo. A pele destes animais, segrega um óleo que é repelente aos insectos, com que têm que viver nos pântanos. Têm um circulo branco no traseiro, que se asemelha a um alvo.(Su)

White Eared Kob - Kobe de Orelhas brancas – (Kobus kob leucotis):
Este Kob, é um dos antílopes que mais abundam no Sudão.
Durante a época de sequia fazem imigraçôes fantásticas em que se podem contar milhares de animais.
Os machos têm uma côr castanha clara e vão escurecendo conforme vai aumentando a idade. As fêmeas são amarelas e têm os cornos como os machos, mas não tão fortes e grossos.
A pele é brilhante e aveludada. A parte traseira do corpo é de um branco muito brilhante. Na cara podem ver-se marcas faciais brancas, incluindo umas redondas brancas ao redor dos olhos. O rabo é branco por baixo terminando numa ponta preta. Ah! As orelhas são brancas... daí lhe vem o nome. (Su)
Wildebeest (Gnu) - (Connochaetes Taurinus):
Os bois cavalos, são dos mais feios animais de África na minha opinião; cabeça larga, cornos pesados parecidos aos dos búfalos, e com uma forma de corpo entre cavalo e boi, e rabo igual ao dos cavalos com crina comprida. Este aspecto, foi o que lhe deu aos portugueses por chama-lo boi cavalo. Não são de maneira nenhuma agressivos; são a principal alimentação de leôes e outros depredadores como as hienas e cães selvagens. Estes animais existem em todo Moçambique, nas planicies que sâo a continuação do Vale do Rift. Não vivem em planicies como as de Marromeu. A maior imigração de animais do mundo, é a imigração dos bois cavalos em conjunto com as zebras, no Serengueti em Kenia e Tanzania. Desconheço a situação destes animais em Moçambique. Sabemos que foram abatidos milhares destes animais, em tempos de fome.
Wild Dog - Cão Selvagem – (Lycaon pictus):
É da família dos canídeos. O pelo é branco, negro e amarelo, formando manchas que lhes servem perfeitamente de camuflagem. Vivem nas grandes planícies e ao bordo das florestas abertas, onde geralmente têm as suas tocas. Necessita espaços abertos para poder correr e desenvolverem as caçadas, com a estratégia de correr até cansar a sua presa. Correm sistemáticamente.
Avançam uns, e quando se cansam, estes ficam para trás e continuam outros mais frescos, até que dão alcance à presa que estão perseguindo. São uns caçadores formidáveis. Vivem em grupos até de 45 indivíduos. Dentro do seu entorno social, sempre há uma fêmea e um macho Alfa, igual que os lobos, que são os reis da matilha. Têm uma organização social perfeita. Durante anos foram considerads daninhos e por isso mortos. O governo da Africa do Sul pagava por cada Lycaon abatido. Quase os exterminaram. Com as doenças proprias dos cães, e a raiva especialmente, estes animais estão em sério perigo de extinção. Há 4 ou 5 programas, pagos por ONG’s, que estão a tratar de salvá-los. Na Mazamba onde eu caçava, havia um grupo de uns 30 que assentaram arrais, perto do Rio Inhanfisse. Costumava vê-los muitas vezes. Certamente já não existe nenhúm...(Epx)

Catálogo de Animais da África do Sul – Angola – Botswana - Moçambique - Namíbia - Sudão (De W a Z)

Wild Ass – Burro Selvagem - (Equus asinus):
O burro selvagem pode ser encontrado quase sempre em lugares como colinas pedregosas e lugares semi- áridos onde exista erva.
Tem que viver num lugar onde não esteja muito longe da água, porque é um animal que necessita de beber quase diariamente. Pode estar o máximo dois dias sem beber.
A sua alimentação é quase sempre erva, ainda que come brotes de alguns arbustos que encontra.
Durante a parte mais quente do dia, o burro, procura refúgio em colinas rochosas, onde lhe seja fácil encontrar sombra.
Os machos adultos geralmente sâo solitários, juntando-se temporalmente a alguma manada, as quais podem ter até 50 animais. Nessas visitas às manadas trava grandes lutas com outros machos.
Os burros selvagens estâo na LISTA CRÍTICA DE ANIMAIS EM SÉRIO PERIGO DE EXTINÇÂO.
Dizem que existem alguns na parte Norte do Sudão, o que duvido bastante. Eu pessoalmente nunca vi nenhum fora de cativeiro, somente os vi em zoológicos

Yellow Backed Duiker- (Cephalophus sivilcultor):
Este é o maior duiker de África.
Geralmente é um animal nocturno. Durante o dia procura descansar em camas de folhas secas por baixo de árvores caídas, ou de arbustos fechados e escuros.
É um animal solitário por natureza.
O macho marca o seu território com o líquido e cheiro segregados por uma glândula que tem por baixo dos maxilares. Quando se assusta, este duiker eriça a crina amarela, antes de correr a refugiar-se nas profundidades das florestas para poder escapar aos seus depredadores. Eu caçei alguns perto da povoação de Yambio, na Província de Equatória.
É um dos trofeus mais procurados pelos coleccionistas de espécies raras. Não há muitos caçadores que tenham a cabeça deste animal na sua colecção por ser tão imprevisível o encontro com estes duikers. Os que caçamos, foi uma coincidência, mas quase sempre fui durante uma leve chuva, em que íamos pela borda da floresta, e vimo-los por sorte, sem que tívessemos o propósito de buscá-los. (Su)

Zebra de Montanha- Mountain Zebra- (Equus zebra):
Os que andámos por terras de Angola, no deserto de Moçâmedes, hoje Namibe, nas grades extensões de terra calcinada pelo calor da Namibia ou ainda por parte do Oeste da África do Sul, no Orange Free State, conhecemos estas zebras perfeitamente.
Há muitas. Se notam as riscas destes belos animais , não se fecham completamente na barriga como fazem as de outras espécies; Têm a barriga branca, e isso distingue-as das outras espécies.
Esta espécie de Angola e de Namíbia, está em perigo de extinção.(EPX)

Cape Zebra- Zebra do Cabo- (Equus zebra zebra):
Muito parecida à zebra de montanha, que habita Angola, Namibia, Esta zebra é conhecida por Zebra do Cabo, porque habita ao sul do Rio Orange já na província do cabo. Não sabemos exactamente se há grande diferença entre estas duas zebras, mas alguns biólogos classificaram-a como uma zebra, de ordem diferente .
Como as zebras de montanha, está em perigo de extinção. (EPX)

Zebra de Chapman- Chapman’s Zebra- (Equus burchellii chapmanii):
Esta zebra chamada de Chapmans, tambem é conhecida por zebra de Damaraland.
Existe na Namibia, numa área ao Noroeste. Como toda essa parte do país, é uma área desértica, e os animais que nela vivem, alimentam-se de arbusto espinhosos de alguns cactos e de uma espécie de acácia que existe no leito dos rios secos, onde em algum lugar existe uma fonte de água.
Esta zebra, é rara e está em perigo de extinção. (EPX)


Zebra de Burchel ou Zebra Comum- (Equus burchellii) :
Esta é a zebra mais comum em Moçambique, na África do Sul e tambem na Namibia e Angola. Á parte de existirem nos paises mencionados , existem em muitos mais paises de África. No Kenya, na Tanzânia e outros paises ,tem uma grande quantidade destes animais. É natural vê-las misturadas com os bois cavalos nas grandes imigraçôes que têm que fazer todos os anos na Tanzânia e Kenya.
No Kruger Park, há uma grande quantidade delas. Tambem em Game Ranches na África do Sul, se podem caçar por as suas peles. Por agora não há perigo que estes nimais se extingam.

Catálogo de Animais da África do Sul – Angola – Botswana - Moçambique - Namíbia - Sudão

Autor: Victor Cabral
Nota: A pedido do autor os artigos vão ser colocados por ordem decrescente - ( Último para o Primeiro.)
Clicar nas imagens para as ver no tamanho original.
África do Sul
Limpopo Hunting Areas Kruger N.Park Hulhue Game Reserve
Angola
Namib Deserto de Moçâmedes - Terras do fim do mundo Cubango/Okavango
Botswana
Chobe National Park Okavango Delta Lago Makgadigadi

Moçambique

Gorongosa Áreas de caça


Namibia
Etosha Pan Ovamboland Damaraland Caprivi Strip
Sudão
A completar